3 de mar. de 2011


Sendo assim eu, do meu jeito egoísta de ser, no meu jeito egocêntrico de viver, sei, fiz você sofrer. Sei, que te estraguei. Não me importava se sua dor era por mim, não me importava se te fiz sorrir. Eu não me deixava parar. Mesmo que pra isso eu precisasse te deixar cair.

Eu não to preparado pra perder esse jogo. Eu não to preparado pra te perder. Eu queria tanto tentar de novo e, talvez, fazer diferente. Um pouco diferente. Deixar de pisar em você que tinham espinhos. Eutalvez esteja disposto a mudar, só pra não deixar esse jogo morrer. Eu perdi. E a espada na pedra agora é sua. Eu sinto pena de mim. Não sinto? Acho que sinto. Deixei de olhar pra trás, deixei de ver meus erros e cai neste abismo egoísta, que cada membro alquimista do ódio é parte de mim. Joguei-me aos braços dele. Mas se ele, se esse jogo fosse bom, eu deveria ter ganhado e ficado com você no final, como em todo filme de herói hipócrita.

Recebi cada tapa seu nesse caminhar... Limpei cada gota de sangue meu ao andar... E via seu sorriso. Você se deixava pisar, mas não deixava de tentar. E nem me deixava cair. E agora eu choro, por esse seu sorriso. Droga, você ganhou. E sendo eu assim, do meu jeito egoísta de encarar a realidade, que me fiz perder. E você que sofreu, mas tentou, e não fez nada além de revidar sem se deixar levar, ganhou. Droga! Se eu pudesse, eu acho que faria tudo de novo, mas sem te pisar. Acho que cortava você pela raiz antes de andar.

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